Minha grande vontade de conhecer a Amazônia definitivamente não era de hoje. Não sei ao certo quando começou. Talvez desde as viagens que fazia com meu pai ao Pantanal, ainda na época em que só se chegava à Corumbá de balsa. Via aquela água toda, com milhares de jacarés, tuiuiús, garças (quadro bem diferente de hoje) e imaginava a floresta amazônica, que deveria ser ainda mais grandiosa que aquilo. Talvez também tenha me inspirado nos filmes, como “Anaconda” ou “Diários de motocicleta”. E ainda me instigaram os relatos de Dráuzio Varella (leiam “Médico doente”, excelente!), ícone de saúde no Brasil, que contraiu a forma grave de Febre Amarela na Amazônia, pela imprudência de não se vacinar (tsc tsc). Sem falar de meu tempo de marinha, quando me imaginava nos navios hospitais que atendem todos os rios amazônicos. Tudo isso havia gerado o sonho de conhecer aquele lugar, ao qual tive o prazer de ser apresentado nessa viagem. Domingo, Novembro 22, 2009
A saga Amazônica – Parte 1
Minha grande vontade de conhecer a Amazônia definitivamente não era de hoje. Não sei ao certo quando começou. Talvez desde as viagens que fazia com meu pai ao Pantanal, ainda na época em que só se chegava à Corumbá de balsa. Via aquela água toda, com milhares de jacarés, tuiuiús, garças (quadro bem diferente de hoje) e imaginava a floresta amazônica, que deveria ser ainda mais grandiosa que aquilo. Talvez também tenha me inspirado nos filmes, como “Anaconda” ou “Diários de motocicleta”. E ainda me instigaram os relatos de Dráuzio Varella (leiam “Médico doente”, excelente!), ícone de saúde no Brasil, que contraiu a forma grave de Febre Amarela na Amazônia, pela imprudência de não se vacinar (tsc tsc). Sem falar de meu tempo de marinha, quando me imaginava nos navios hospitais que atendem todos os rios amazônicos. Tudo isso havia gerado o sonho de conhecer aquele lugar, ao qual tive o prazer de ser apresentado nessa viagem. Terça-feira, Outubro 27, 2009
Amazônia

Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Isolamento
A primeira impressão que tive daquela mãe foi certa má educação ao bater forte à porta e perguntar se era ali mesmo que devia esperar, em tom de voz alterado. Com calma expliquei que sim e que ainda não havíamos começado o atendimento no ambulatório de genética. Como os apressados são sempre os últimos, com ela não foi diferente. No final chamei o nome de sua filha e lá vieram as duas. A menina de 11 anos, com um olhar perdido, e a mãe a guiando pelo braço. (...)
Já vieram com o diagnóstico em mãos, em uma carta da Otorrinolaringologia: Síndrome de Usher. Apesar do meu semblante confiante, como de quem lida com a síndrome todos os dias, não fazia idéia do que era. Mas como no ambulatório de genética é permitida a consulta aos livros, já que há milhares de síndromes, fiz uma entrevista rápida com a mãe, agora mais calma, e abri o livro enorme sobre a mesa. Descobri que a síndrome é genética e em sua maioria autossômica recessiva. O que significa que seus pais não são doentes, mas ambos transmitiram o gene. O pequeno capítulo descrevia a doença basicamente como uma deficiência dupla progressiva, visual e auditiva. Confesso que o esclarecimento para mim naquele momento não causou nenhum impacto, até ouvir os relatos da mãe.
A menina, previamente sadia, passou a desenvolver a deficiência auditiva desde os quatro anos e mais tarde a deficiência visual. Agora, uma pré-adolescente, com seu nível intelectual preservado, não consegue compreender o porquê de estar ouvindo e enxergando cada vez menos. O porquê de ser diferente dos outros. O porquê do seu isolamento progressivo do mundo. O porquê de Deus ter feito isso com ela, conforme desabafa às vezes com a mãe. A examinei e percebi o quanto era bonita, normal. Conversei com ela falando alto em seu ouvido e mostrei algumas cores que ela não discerniu (mas sabia que sua pulseira era “pink”, como ela mesmo disse, rindo). Voltei à mesa e agora já me sentia angustiado com a situação da menina. Folheei mais uma vez o livro e li que na maioria das vezes o desfecho é a cegueira completa e surdez. “E como fazem para se comunicar?”, perguntei à minha preceptora, e ela me explicou que há centros especializados que os ensinam a comunicar pelo tato na mandíbula e pescoço, captando a articulação das palavras e as vibrações. A essa altura já me sentia imobilizado, tentando imaginar a sensação de alguém que conheceu o mundo, mas foi lentamente isolado dele, mantendo sua cognição, suas sensações e necessidades. Desesperador. Como uma borboleta voltando para seu casulo.
Felizmente há quem se preocupe com isso e investe grandes esforços na reabilitação desses doentes. Há pesquisas na área de oftalmologia e otorrinolaringologia. A menina está até na fila de espera de transplante de cóclea (o órgão sensorial do ouvido) e aguarda vaga em escola especial, onde há professores treinados e a própria diretora é portadora da síndrome.
Resolvi contar essa história simplesmente porque mexeu comigo. Foi um dia bom para me colocar no lugar do paciente e entender por um momento a sua dor. Às vezes, na rotina do trabalho, nos esquecemos que atrás dos nomes estigmatizados e síndromes que atribuímos às pessoas, quase como veredictos de “casos” encerrados, há alguém que sofre com aquilo e precisa de ajuda.
Boa semana.
* Sei que os posts têm sido grandes e talvez sérios demais. Sei também que blog não é livro, então desculpem. Talvez seja um momento de necessidade de escrever certas coisas. Posts menores e leves virão. Abraço.
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Medo
“Tempestades não são uma opção, mas o medo é”. Enquanto me equilibrava em pé no metrô, sendo acotovelado por alguns trabalhadores mal humorados logo cedo, essa frase saltou do livro de Max Lucado que estou lendo (“Sem medo de viver”) e me fez pensar. Ele usa uma passagem bíblica clássica para ilustrar. Imagine a cena: Pedro e seus amigos no barco em alto mar, açoitados por fortes ondas e ventos. E quando menos esperavam, Jesus aparece no meio do caos, andando sobre o mar. A tempestade continuava ali, mas Jesus caminhava sobre as ondas, como um fantasma. Pedro não se conteve e pediu para ir até ele. Encheu-se de coragem e foi. Foi mesmo. Enfrentou o vento e tudo mais. Só que não durou muito. Logo que percebeu o que estava fazendo, desviou o olhar, teve medo e afundou. Mergulhado literalmente em seu medo, pediu que o Senhor o salvasse. “Homem de pequena fé”, disse Jesus, “por que duvidaste?”.(...)
Por que tanto medo? Por que a valentia e coragem duram tão pouco? Li uma frase outro dia que dizia que heróis são covardes que não tiveram escolha. É verdade. Somos covardes por natureza e de fé limitada. E o pior é que o medo paralisa e afunda. Paralisa nossos movimentos, nos impede de caminhar naquilo que julgávamos o certo a fazer e nos afunda em auto-piedade, tristeza e vazio. Uma sensação de impotência frente ao caos que não termina. Imagino a face de Jesus enquanto olhava Pedro em desespero, se culpando por tomar atitude tão precipitada e inconseqüente. Ele simplesmente duvidou daquele que o sustentara sobre as águas, nos poucos passos em que conseguiu confiar.
Viver com medo, não é viver. É não provar daquilo que só é possível quando se deixa o conforto e o que julgamos seguro. Não há porque temer quando os olhos estão fixos no nosso guia. É como o pai dentro da piscina com os braços abertos gritando para sua filhinha pular. Ela hesita. Vê sua irmã pular sem o menor receio e se diverte com o feito, mas ela não o faz. Com mais alguma insistência do pai, resolve pular e o pai a segura com força. A piscina não é nada demais, seu pai está ali. E agora ninguém consegue parar a menina que descobre o quanto é prazeroso pular sem o medo que a segurava antes (outra ilustração que ele usa no livro). É isso. O medo só nos faz tardar em aproveitar ao máximo o que a vida oferece. Chega do medo. Chega do medo de ter medo. No meio da tempestade nosso Pai aparece, entra no barco e o vento se acalma. E se não se acalmar, ele fica ali, esperando que você ande sobre as ondas até ele ou segurando sua mão, em caso de você permitir que o medo volte. Não permita mais, isso é uma opção.
Bom fim de semana.
Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Dia histórico
Acontecimentos históricos de hoje:
* 1187 - Saladino derrota os cruzados e conquista Jerusalém;
* 1910 - Primeiro acidente da aviação em Milão, Itália;
* 1922 - Inauguração do prédio da Wall Street, NY;
* 1928 - Inauguração da Opus Dei, por Josemaría Escrivá;
* 1947 - Inauguração do MASP;
* 1958 - Independência da Guiné;
* 1992 - Chacina do Carandirú; renúncia de Fernando Collor;
* 1997 - Última visita de João Paulo II ao Brasil;
* 2009 - Brasil ganha disputa pelas Olimpíadas de 2016;
- O autor do blog comemora mais um avanço rumo à terceira idade.
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
A lista

Gosto muito de leitura de aeroporto. Já que não se pode dormir com as irritantes interrupções do sono no vôo, seja para agradecer por ter escolhido a companhia aérea, ou para o serviço de bordo, ou acender as luzes da cabine sem motivo algum e dizer a altitude e a temperatura (quem se importa com isso dentro do avião?), gosto de comprar livros aleatórios na livraria e fazer a viagem passar mais rápido.
(...)
O último que comprei se chama “Como viver eternamente”, de Sally Nicholls, e não é um guia de vampiros ou folheto evangelístico, mas um romance que me interessou porque li a primeira página: “meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto”. Meio mórbido, mas uma realidade que vejo sempre, porque o garoto tinha leucemia.
O livro é um diário de um garoto que recebeu o diagnóstico da doença e sabe que tem poucos meses de vida, já que o tratamento não obteve resultado. Ele então conta como é sua vida, entre idas à clínica para exames e medicamentos, o confinamento em casa, sua família comum e amorosa, os poucos amigos e as grandes dúvidas e sonhos de um pré-adolescente.
Me identifiquei com a história e os sonhos de infância do garoto. Pelo menos quatro crianças que conheci no início do ano no hospital, entre 6 e 11 anos, com diagnóstico de leucemia, já faleceram e comecei a pensar na forma como essas crianças, amadurecidas precocemente por causa da doença, aproveitam suas vidas curtas. No livro, Sam tinha uma lista de sonhos que queria realizar, que parecem bobagem para nós. Coisas como subir a escada rolante que desce, ver filmes de terror, viajar pelo espaço, passear num dirigível, etc. Apesar de algumas aparentemente impossíveis, ele procurou realizar todas na vida que lhe restava e conseguiu, dentro de suas limitações. À viagem ao espaço, por exemplo, foi realizada ao sair de casa no meio da noite, mesmo com dor, escalar uma macieira e passar algumas horas observando o céu. As outras ele conseguiu mesmo. Fiquei me lembrando dos meus próprios sonhos de moleque.
Essa história toda me fez colocar na balança mais uma vez o preço que a rotina exige. Tem valido a pena? Essa vida de adulto com tempo escasso, contas para pagar e noites mal dormidas, tem sido apenas porque fui programado para isso ou porque tenho sonhos verdadeiros a conquistar? Talvez fosse mais fácil ter uma lista mais simples como a de Sam, mas a ambição de nós adultos é um pouco maior do que isso. Ainda assim, os primeiros sonhos, aqueles mais ingênuos da infância, continuam lá e não se pode esquecê-los.
Para Sam, também pode ter sido mais fácil, pois sabia que tinha um tempo curto determinado. Normalmente acabamos otimizando as atividades quando o prazo é curto. Como pessoas sadias, temos a falsa sensação de invencibilidade, de que temos todo tempo do mundo e coisas importantes são negligenciadas. Quem é que sabe quanto tempo temos?
Apesar dessa rotina cansativa, continuo porque acredito que, de fato, faz parte dos meus sonhos. Assim como Sam, talvez não seja exatamente como imaginava, mas dentro das minhas limitações, a lista vai sendo completa pouco a pouco. Vale o sacrifício.
Ótima semana.
Sábado, Setembro 19, 2009
Divagando
(...)
Às vezes superestimo o acontecimento (o que é fácil de fazer com as palavras), em outras só conto o que aconteceu. Certo dia ouvi um pregador dizer sobre o quão fácil é criar nossa própria imagem, à maneira que desejamos. A internet que o diga. É fácil escolher as fotos com os melhores ângulos, “photoshopear” algumas, descrever algumas das melhores qualidades e expor na vitrine o produto final. Um blog é enfeitado com o melhor background, as fotos melhoradas e textos que talvez toquem os leitores, com os relatos de fatos extraordinários vividos pelo autor. E ainda as frases brilhantes ou corriqueiras enviadas ao Twitter a cada minuto, para mostrar as partes mais interessantes da rotina pessoal.
O maior problema de criarmos imagens tão perfeitas e usarmos máscaras tão elaboradas para nos apresentar às pessoas, é que temos que sustentar posições que nem sempre correspondem à realidade. Os defeitos estão lá e os que convivem de perto sabem exatamente quais são.
Na verdade, sentei para escrever este post com a idéia de justamente contrariar o primeiro parágrafo dele. Estou aqui em minha cidade natal, onde hoje serei padrinho de casamento de uma de minhas grandes amigas de infância e queria só registrar o fato, mas comecei a divagar sobre essas coisas.
São 05h, acabo de sair com alguns amigos e ver mais uma vez que a vida é boa como ela é. Não precisa de máscaras nem enfeites. Acho que às vezes é melhor deixar de lado essa tecnologia toda e se relacionar menos com as pessoas atrás de um monitor (muito embora eu use muito por morar longe da família), para criar mais vínculos com quem está do lado, vendo de perto as cicatrizes atrás da maquiagem.
Bom, acabei escrevendo mais para mim, mas talvez sirva para mais alguém.
Bom fim de semana, abraço.
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Boa música
Programa excelente inesperado é sempre bom né? Em plena segunda-feira fria, ver o João Alexandre cantar foi muito bom. O cara é um dos maiores talentos que eu já vi, é cristão e brasileiro assumido, que orgulho. Ganhe um tempo do seu dia o ouvindo, faça esse bem para si.
Boa semana.
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
Dependência
Enquanto as enfermeiras faziam a higiene e posicionavam melhor seu corpo sobre a cama, L., 10 anos, procurava enxergar a televisão, lateralizando o máximo que podia os olhos, já que os músculos da face são os únicos que pode mover. Era meu primeiro dia de estágio na retaguarda (local onde se estabiliza os pacientes graves) e eu observava pelo vidro do quarto reservado que L. mora desde o primeiro ano de vida. Sua patologia, Doença de Pompe, na qual glicogênio se deposita nos tecidos, especialmente nos músculos, faz com que haja perda progressiva de força muscular, de maneira generalizada. Nele os sinais se manifestaram muito cedo, sendo um bebê hipotônico, flácido, que passou a ter inúmeras complicações respiratórias e, por fim, a completa incapacidade de respirar sozinho. Hoje depende de aparelhos para viver.(...)
São dois garotos com personalidades opostas que se conheceram e cresceram juntos no hospital. Crianças inteligentes e mais atualizadas nos acontecimentos do mundo do que eu, já que não tiram os olhos da televisão. L., o mais falante e extrovertido, logo pediu que eu colocasse o jogo de futebol no Playstation II, que ele queria jogar. Sim, ele joga. Ai de quem não obedecer a seus comandos de voz, isso o chateia profundamente. Suas ordens são precisas: escolhe o Palmeiras contra São Paulo. Agora aperta o X. Vai tio, R1 R1, bolinha, quadrado, quadrado! Que golaço tio, passei mal!
Enquanto isso, S. com seu jeito tímido e simpático, interage rindo de tudo. Conversando com as fisioterapeutas descobri que sua mãe sempre foi muito ausente. E nas poucas vezes que aparece, acaba levando algo que ele ganhou de presente para casa. Há momentos que ele se mostra visivelmente deprimido. Certo dia ele estava chateado por sua mãe não poder o pegar no colo, por ele ser pesado. Talvez observar a mãe de L., bastante presente e cuidadora, agrave sua tristeza de não ter a família perto.
Agora já conhecem meu nome e eu não perco a oportunidade de escapar dez minutos do trabalho para jogar com eles. Hoje mesmo falávamos sobre a história dos dois e fiquei imaginando a fragilidade da vida dessas crianças. Sem o suporte que recebem no hospital não passariam do primeiro ano de vida. E eles sabem disso. O maior medo de L. é que seu ventilador se desconecte e ninguém veja, pois sabe que vai morrer. A vida deles depende do cuidado de pessoas que os vigiam em todo tempo.
Enquanto toco minha vida, dificilmente me lembro do “fragile breath” que tenho, como diz Todd Agnew em sua música. A fragilidade da vida que acaba em segundos sem o ar. Não fosse os ventiladores, L. e S. não estariam aqui. Não fosse Deus que nos “ventila” a cada dia, nenhum de nós estaria aqui.
Onde está nossa dependência afinal?
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Retorno
As férias? Ah, excelentes! Até o que dá errado vira festa nas férias. O bendito mochilão que tanto falei, não consegui fazer. De novo. Primeiro o parceiro de viagem atrasa três dias, depois a porca da gripe estoura na região e a Bolívia entra em greve. De novo. Tudo bem, nada se perde, tudo se transforma. Tirei uns cinco dias pra conhecer e ser explorado em Bonito, afinal tinha que usar o dinheiro de algum jeito. Resolvi ficar em camping e na segunda noite acordei congelado. Fiz só o passeio de bote e a água estava tão agradável quanto uma bacia de gelo, num freezer do Alasca. Voltei no dia seguinte. Ruim? Nem um pouco. Faz bem ver meu povo, tomar um bom tereré (American Ice - by Peruka) e ter horas dos bons e velhos papos. E a picanha?! E eu ainda nem citei a tradicional festa à fantasia da Chaia.
É isso, aqueles que têm família, amigos e algo pelo qual sentir saudades sabem do que estou falando. Bora recomeçar porque há vida pós férias.
Ótimo fim de semana. Abraço.
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Comunicado
Desejamos boas férias aos que gozarem de tal privilégio. Aos que não desfrutarão desse prazer, lamentamos.
A direção.
Sábado, Junho 27, 2009
Primeira vez
Quem ainda não teve a primeira vez, reveja seus conceitos. Eu já sou um dependente. Aliás, vou agora satisfazer meu vício. E só pra avisar, a primeira vez NÃO é de graça, NÃO mesmo!
Bom fds, abraço.
Domingo, Junho 21, 2009
Férias

Domingo, Junho 14, 2009
Crises de idade
Nossa vida aqui não dura para sempre. E sei bem que isso não é uma grande descoberta. Desde que o mundo tem essa forma as coisas começam e terminam por aqui. Parei para repensar nesse assunto essa semana, após um plantão de feriado que nem de longe foi tranqüilo, como imaginava. Com o semblante de um insone mal humorado cheguei em casa, joguei o avental na cadeira e antes de desmaiar algumas horas, folheei a Isto É dessa semana, que alguém havia deixado na pia molhada do banheiro. A capa: “Como lidar com as crises de idade”. Impossível não dar atenção a um tema como esse, principalmente quando o viveu recentemente, ou talvez ainda tente se livrar dele.
(...)
Hoje tenho 26 anos e já escrevi alguns posts sobre as inseguranças e incertezas que vivemos nessa fase. A reportagem que li diz que a crise dos 40 é a mais difícil de suportar, já que teoricamente metade da vida passou e seria a última chance para a tão esperada guinada. Mas em nossa geração temos sofrido as piores crises precocemente, principalmente aos 25 anos, pelas inúmeras escolhas e possibilidades, muito maiores que no tempo de nossos pais. Antes o alvo era terminar o curso superior, encontrar um emprego estável e se casar. Hoje um curso superior é só o primeiro degrau, há uma busca por uma carreira brilhante e casamento é só uma possibilidade a mais para maioria. Segundo a matéria, por passarmos tão cedo por essas crises de tantas possibilidades, talvez nem passemos pela crise dos 40. Bullshit! Discordo. Acho que enquanto o ar entrar pelas narinas, se pensa nos caminhos alternativos que se poderia ter tomado e em possíveis grandes realizações, se outras escolhas fossem feitas. Assim como o pastor que ouvi hoje, já se preparando para a morte, mas ao mesmo tempo fazendo planos para uma vida inteira pela frente. E quem é que sabe quando tudo acaba?
Talvez, se desprendendo mais dos objetivos que almejam puramente a realização pessoal ou a busca incansável por bens, as angústias e crises das nossas fases de vida efetivamente diminuam. Achei bem pertinente o texto bíblico citado na mensagem, em Filipenses 1:20-21, em que Paulo chega a tal ponto de desprendimento que diz: “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Lucro?! Morrer?! Talvez, viver com objetivos mais altos que os meramente terrenos e passageiros, seja a melhor maneira de enfrentar nossos momentos de incertezas por aqui. A única certeza que se tem a respeito da vida, é que ela acaba. E o que se fez a respeito?
Ótima semana.
Segunda-feira, Junho 08, 2009
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